Temeridades propostas na reforma trabalhista foram tema da Reunião Ampliada

A primeira Reunião Ampliada do Comitê Central de Mobilização reuniu no dia 29 de agosto docentes, técnico-administrativos, estudantes e representantes de entidades sindicais no Auditório do ICSA, em Mariana. O economista do Instituto de Formação de Lideranças Operárias e Sindicais – ILAESE, Gustavo Machado, apresentou um panorama o desemprego no Brasil e o impacto da reforma trabalhista principalmente para os trabalhadores da iniciativa privada. Segundo ele, o elemento mais danoso da reforma é tornar individual a relação patrão-trabalhador, tanto no que tange a prevalência do negociado sobre o legislado, quanto as novas regras para rescisão de contrato. “Um trabalhador sozinho em negociação com empresa está sempre ameaçado de demissão”, disse. Outros pontos colocados foram a legalização do trabalho informal, a eliminação dos direitos garantidos pela CLT, flexibilização da jornada e a fragilização sindical. Os servidores públicos também são afetados pela reforma, uma vez que a lei da terceirização irrestrita aprovada por Temer atinge fundamentalmente os órgãos públicos e extingue os concursos públicos. “Toda conquista dos trabalhadores não vieram de graça, não foi dada por nenhum presidente, por isso está colocado um desafio enorme de tomar a frente dessa luta de maneira contundente em busca de possíveis saídas de luta para reverter o grave quadro de retirada de direitos”, completou.