Orçamento contingenciado é realidade na UFOP

Diretoria da ADUFOP recebe pró-reitor de Planejamento, integrantes do Conselho de Representantes e do DCE para apresentação sobre o orçamento da universidade

Em atendimento à solicitação da Diretoria da ADUFOP na reunião ocorrida em 31 de maio, com a reitoraDiretoria da ADUFOP recebe pró-reitor de Planejamento, integrantes do Conselho de Representantes e do DCE para apresentação sobre o orçamento da universidadeda Universidade, professora Cláudia Marliére, foi apresentada no dia 20 de julho, a situação orçamentária da universidade e as perspectivas para 2018. O pró-reitor de Planejamento, professor Cláudio Lana, esteve na sede da entidade, em reunião que contou com a presença da Diretoria, integrantes do Conselho de Representantes da ADUFOP e do DCE-UFOP. Segundo o pró-reitor, o contingenciamento de verbas para a Educação que tem sido feito nos últimos anos tem dificultado o funcionamento de muitas universidades pelo Brasil e na UFOP não há perspectivas para investimento em obras e novas aquisições. “A verba de capital já é 50% menor em relação a 2016 e a verba de custeio sofreu um corte de 17% no início do ano, que foi revogado, mas com bloqueio de investimentos em diversas áreas”, disse. Em janeiro de 2017, o Ministério do Planejamento (MPOG) indicou contingenciamento de 17% da verba de custeio, que inclui corte principalmente no pagamento de terceirizados, diárias e passagens. A UFOP fez um estudo para garantir a permanência do terceirizados e até o momento não houve demissão de pessoal. No último mês, o MPOG publicou outra portaria desobrigando esse corte de 17%, mas suspendeu a compra e locação de imóveis, veículos, máquinas, equipamentos e sistemas de informatização e manteve a indicação de corte de terceirizados, passagens e diárias já anunciados. O diretor da ADUFOP, professor Rodrigo Martoni, ressaltou que “essa indicação de setores para cortes do MPOG fere a autonomia universitária”. O MPOG indicou também um bloqueio de 10% da verba de custeio e 30% da verba capital. “A situação está muito difícil, pois temos que gerenciar uma verba bastante limitada e sem perspectivas para novos investimentos”. Duas obras estão em andamento, a reforma do Centro de Convergência e a construção do laboratório do DEMIN. O professor informou também que o pagamento de bolsas estudantis ainda não foi afetado e que o Centro de Educação Aberta e Distância (CEAD) tem uma rubrica própria.

A soma dos bloqueios para a UFOP este ano, chegam a R$5,5 milhões, sendo 10% de custeio, 15% da receita, e 30% de capital, esse último equivale a menos R$1,7 milhões.

Acesse aqui a tabela apresentada pela Pró-Reitoria de Planejamento da UFOP.