Nota de apoio da diretoria da Adufop à greve dos caminhoneiros

A chamada “modernidade” capitalista é arcaica justamente pelo seu princípio racionalizador classista: fundamenta-se no caráter socializado da produção e no caráter privado da apropriação, dinâmica esta que se efetiva por instrumentos diversos postos para apartar trabalhadores e trabalhadoras das riquezas que somente eles podem criar. Ora, se os reais personificadores das formas especializadas de capital (produtivo, financeiro, rentista) estão circunscritos exclusivamente à esfera da apropriação, o que seria da economia sem eles? Ela continuaria a operar, mas se tornaria melhor, mais sensata, mais fluída a partir do ponto de vista humano e não do ponto de vista burguês!! Diferentemente, se aqueles que personificam o trabalho cruzam os braços, nos deparamos com toda a sorte de dificuldades para atender nossas carências mais básicas e necessidades estabelecidas no curso do desenvolvimento produtivo-tecnológico: a economia é atravancada e desfalece. A greve dos caminhoneiros expressa não somente a trivialidade dos que se valem dos resultados do trabalho alheio, mas evidencia a centralidade de trabalhadores e trabalhadoras como força coletiva criadora e de enfrentamento aos abusos do capital e de seu braço operacional por excelência: o Estado.

Toda a força à greve dos caminhoneiros.

Ouro Preto, 24 de maio de 2018.

Nota de apoio