Nota da ADUFOP sobre a seletividade da justiça brasileira

O CASO LULA E DOS MILHARES DE FILHAS E FILHOS DA CLASSE TRABALHADORA

Acompanhamos, com abundância de dados, a seletividade do poder judiciário brasileiro, que de forma articulada com as forças policiais e militares, criminalizam, perseguem, torturam, mutilam e prendem, sem julgamento, milhares de filhas e filhos da classe trabalhadora.

Acompanhamos também a seletividade da justiça no que diz respeito ao processo contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, atestada pela celeridade incomum, pela rejeição, por parte do Supremo Tribunal Federal, do habeas corpus impetrado pelos advogados de defesa do ex-presidente, e pela imediata ação que decretou a sua prisão até às 17h do dia 06 de abril.

A intenção é impedir o ex-presidente de disputar as eleições presidenciais deste ano! Expressa também a cristalização de uma tendência em tratar, de forma seletiva, férrea e militar, as demandas da sociedade, garantindo privilégios de uma classe, e seus representantes políticos, em detrimento do atendimento dos interesses de mulheres e homens que vivem do trabalho assalariado.

A parcialidade é palpável! Por isso nós temos que denunciar e ir para as ruas protestar contra as arbitrariedades que estão sendo cometidas em um “pseudo” Estado Democrático de Direito e que tem poupado um agrupamento político com um histórico gigantesco de corrupção, enquanto enquadram criminalmente, trabalhadoras e trabalhadores.

A intervenção militar no Rio de Janeiro é um caso emblemático!

Ir às ruas também, porque se a seletividade posta, já é uma realidade cotidiana, a criminalização da pobreza, a censura e a perseguição aos movimentos sociais, incluindo os sindicatos, tendem a se expandir e recrudescer.

O passado serve de lição! Assumir uma parte do poder político e não aproveitar a oportunidade de promover mudanças estruturais, valendo-se da Ilusória e falida saída de melhorar e humanizar o capitalismo, compondo com a elite política que sustenta o estado de coisas dado, tem um preço certo.

A conta agora está na porta e é altíssima!

Às ruas contra as arbitrariedades e a seletividade do poder judiciário brasileiro!

Ouro Preto, 06 de abril de 2018.

Diretoria da ADUFOP.