Autonomia das Universidades em “Xeque”

Temos acompanhado, junto às outras Seções Sindicais, do ANDES – Sindicato Nacional, o “drama da perda de autonomia”, por parte das Universidades Públicas: adicional noturno, retribuição por titulação, tabelas e prazos para progressão, dinâmica dos concursos, pontos eletrônicos, politica salarial, criminalização de docentes, “Escola sem Partido”, entre outros.

Diretoria Adufop , gestão 2018-2020

Organismos como: MPOG (Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão) CGU (Controladoria Geral da União), MP (Ministério Público), Tribunal de Contas da União (TCU), têm expedido portarias e normativas às Universidades, que entram nas IES (Instituições de Ensino Superior), com “força férrea”.

Somadas às determinações do Governo Federal, que potencializam um “esgotamento” do caráter público das IES, com cortes brutais no orçamento e incentivos às parcerias público-privadas, estas portarias e normativas tendem a sufocar ainda mais o trabalho das/dos docentes e técnico-administrativos.

De forma geral, a comunidade acadêmica não é chamada para debater tais investidas, sendo sempre “surpreendida” com medidas que enquadram o trabalho de docentes e técnicos em uma processualidade típica das empresas privadas, com a intensificação do trabalho, terceirização, gestão policialesca do cotidiano, cortes, postergações, enquadramentos rebaixados.

As IES tem se tornado “correia de transmissão” do MPOG, CGU, TCU e MP, sem nenhuma resistência que articule Docentes, Discentes e Técnico-Administrativos.

Temos procurado tornar público toda essa dinâmica, que vai minando a Autonomia Universitária, e procurando todas as formas de resistência coletiva e individual.

E vamos continuar a fazê-lo!

Bom seria se pudéssemos debater estas e outras questões, com as Administrações das Universidades, juntamente com Técnicos e Discentes, e construir uma ação coletiva de resistência ao desmonte das Universidades Públicas.

UFOP, 15 de junho de 2018.

Diretoria da ADUFOP