ADUFOP, ASSUFOP e SINASEFE IFMG discutem renovação do plano de saúde

Reunião entre representantes da ADUFOP, ASSUFOP e SINASEFE IFMG – foto: Larissa Lana/ADUFOP.

Representantes da ADUFOP, ASSUFOP e SINASEFE IFMG se reuniram no dia 30/08 para discutir termos da renovação do contrato do plano de saúde UNIMED Inconfidentes. O encontro teve como intuito analisar o assunto antes da reunião com a gerência do convênio.  

Entenda como é feita a renovação do contrato

O contrato coletivo das entidades (ADUFOP, ASSUFOP E SINASEFE IFMG) com a Unimed Inconfidentes é renovado todo ano no mês de outubro e sofre um reajuste anual. A partir de 2012, o Índice de Reajuste Anual do contrato passou a constituir-se da soma do Índice IGP-M anualizado do período, acrescido do Índice de Reajuste Técnico (IRT) baseado na taxa de sinistralidade medida pela Unimed. As negociações são feitas em reuniões entre o convênio e os representantes das três entidades.

A taxa de sinistralidade consiste na contabilização da utilização do plano pelos usuários, compondo a relação entre custos (sinistro) e lucro da seguradora. Esse total é calculado e, depois, representado por um percentual. Portanto, a sinistralidade é o resultado imediato da utilização dos planos de saúde.

O contrato entre as entidades com o convênio estabelece um índice de reajuste técnico caso a taxa de sinistralidade seja maior que 75%. No ano passado, a Unimed apresentou um relatório no qual os parâmetros da sinistralidade no período de outubro de 2016 à setembro de 2017 ficaram em 72,28%.

O acordo também prevê o reajuste econômico baseado no IGP-M. Porém, o índice do IGP-M acumulado em setembro de 2017 foi de -1,45% . Mesmo assim, a Unimed Inconfidentes propôs uma revisão de 13,54% mas este índice desconsiderava os termos de reajuste do contrato (reajuste técnico + reajuste econômico). Levando em consideração os fatores referidos, a comissão formada pelas entidades recusou a oferta e propôs um índice de 0,00%, obedecendo os índices incluídos no contrato.

As entidades atuam de forma a minimizar ou zerar os índices de reajustes anuais – foto: Larissa Lana/ADUFOP.

Encaminhamentos

Os representantes das entidades solicitaram à Unimed o índice atualizado de sinistralidade no período de outubro de 2017 à setembro de 2018 para um estudo da questão. Este ano, o IGP-M acumulado até julho de 2018 foi de 8,26%, superior aos -1,45% referente a setembro de 2017.

Foi destaque na reunião o desejo de iniciar as negociações com a Unimed o mais rápido possível, para que o diálogo não ocorra perto do vencimento do contrato. Dessa forma, os usuários não seriam prejudicados até que haja consenso entre as entidades e o plano de saúde. O coordenador do SINASEFE IFMG, Gabriel Levenhagen, se comprometeu a contatar a Unimed Inconfidentes e as outras entidades para desde já combinar datas para negociação antes do fim de contrato, isto é, outubro.

Os representantes têm a proposta de rejeitar quaisquer correção do valor do plano de saúde devido à crise do orçamento da União e à instabilidade política vivenciada pelo Governo Federal. Existe ainda muita incerteza em relação ao reajuste salarial para as categorias nos próximos 12 meses. Após a greve de 2015, o governo fez acordo com o sindicato patronal dos docentes e fecharam a proposta de Plano de Carreira, que entrou em vigor em julho de 2016, com a Lei nº13,325/2016, aprofundando ainda mais a desestruturação da carreira. Pelo acordo, foram acertados dois reajustes lineares para os professores do ensino superior e do ensino básico, técnico e tecnológico: o primeiro, em agosto de 2016 (5,5%); o segundo, em janeiro de 2017 (5%). Já a reestruturação foi dividida em três etapas: agosto de 2017/2018/2019. Além disso, os trabalhadores que compõem as entidades acumulam perdas salariais e inflacionárias nos últimos anos, o que inviabiliza qualquer reajuste que comprometa a renda familiar destes.

As entidades atuam de forma a minimizar ou zerar os índices de reajustes anuais e estão à disposição dos associados para outros esclarecimentos.